sábado, 9 de fevereiro de 2008

CD Entre o desespero e a esperança. AO CUBO



O Ao Cubo é um grupo de hip hop gospel, formado por Feijó, Cleber, Dona Kelly e Dj Fjay. São de origem brasileira, anglo-paulistana, de ideologia cristã, responsável pela composição, produção e interpretação de suas músicas.

Seus membros fizeram parte do Alternativa C durante sete anos aproximadamente. Desta época obtiveram experiências através de um disco single (Apenas começando) e de apresentações pela capital e interior de São Paulo. O grupo foi marcado pelas apresentações teatrais, algumas chamadas de espetáculo pela crítica e mídia direcionada.

Permaneceram no Alternativa C, até novembro de 2002, quando decidiram finalizar as atividades, sendo que o quarto integrante, preferiu reativar o grupo individualmente, foi então surgiu o Ao Cubo.

Ao contrario do que muitos pensam o nome da banda não significa a união dos três integrantes, mas sim, a trindade onipotente de Deus (Pai, Filho e Espírito Santo). “Ao Deus que tudo fez e que ao mesmo tempo é três”. ”.sido uma constante nos lançamentos de black gospel.

São também os idealizadores do seloAperte o play que já gerou dois cds/dvds. Neste projeto visam lançar novos cantores de hip hop evangélicos.

Após a repercussão nacional de Respire fundo, que lhes rendeu diversos prêmios e músicas registradas em diversas coletâneas de hip hop, lançaram no final de 2007 seu novo trabalho, denominado Entre o desespero e a esperança.

A vinheta de abertura, é uma narração com nuances apocalípticas.

Choque abre o repertório com um arranjo denso. Como no disco anterior, nossa realidade diária é cantada com rimas criativas que versam sobre nossa realidade política e social, recheada de escândalos e impunidades.

A seguir temos uma canção auto-indicativa (uma característica desse estilo musical). “Respire fundo”, seu disco anterior, recebeu criticas positivas e negativas. Na missão é uma espécie de desabafo sobre as críticas negativas recebidas. Não todas, pois com certeza algumas foram construtivas, mas principalmente as que eram sem fundamentos.

Mil desculpas é um conto que segue o formato usado pelo grupo na canção “Naquela sala”. Destaque para as intervenções vocais de Dona Kelly e para os efeitos dos arranjos de base. O hino versa sobre perdão e com certeza tem tudo para repetir o sucesso do tema anterior.

Não tenho palavras é o principal destaque do álbum. É um blues com pitadas de hip hop (ou vice versa). Na parte blues, arranjada por Elias Rodrigues, temos uma envolvente interpretação de Isabêh com Dona Kelly. Na parte do rap é impossível ficar indiferente as rimas e aos melismas das estrofes e do refrão.

Na faixa seguinte temos mais um conto. Seqüestro pode ser resumida numa frase da primeira estrofe. “Talvez com esta grana eu consiga um bom futuro ou quem sabe mais doze anos atrás de um grande muro”. Mais uma vez destaque para os arranjos de base que são cativantes.

Só em contos é uma vinheta que serve como intro para Cinderela. Além do arranjo em tom menor, essa também traz uma letra densa que versa sobre mães solteiras. Conta com a participação do grupo vocal Triad´s. “A princesa um dia vai se tornar rainha, mas o tempo passa, o sonho acaba e só não pode olhar pra trás”.

A faixa título vem com uma pegada cheia de groove. Entre o desespero e a esperança versa sobre uma série de fatos de nossa realidade cotidiana ao lado de uma mensagem de confiança na provisão, proteção e direção divina.

Vai se analisar é outro conto. Este traz a participação do rapper Mano Reco. O hino versa sobre dependência química e sobre a libertação deste cativeiro, que realmente é possível através de Jesus Cristo.

Edvaldo Silvaa origem termina a seção de contos. Neste disco era esperado o desfecho do tema “Edvaldo Silva” que foi apresentado no primeiro trabalho. O grupo surpreende e ao invés de terminar a estória iniciada no cd anterior, optaram por apresentar o início da saga. A faixa termina no ponto em que se inicia a “segunda parte”.

O repertório fecha com Fumaça. A canção traz um clima “Eclesiástico” onde o pregador afirma: “Vaidade de vaidades. Tudo é vaidade”. A letra é interessante e vale a pena ser ouvida com atenção. O refrão resume a idéia central do texto. “Tudo vai passar, mas vê se não embaça. Só a palavra fica o resto é fumaça”.

Com certeza mais um trabalho de qualidade, com unção e musicalidade, fato que tem sido uma constante nos lançamentos de black gospel, principalmente os que são provenientes de Sampa. Glórias a Deus!

Maiores informações: www.aocubo3.com

2 comentários:

chris_tiluguimaraes disse...

adoro esse grupo...

a primeira musica q ouvi foi naquela sala, na "a cor da vida fm", radio daqui do espírito santo...
depois me apaixonei ainda mais quando ouvi na mesma radio a musica 1980.
deu no que deu, agora estou viciada em vcs!

amo a todos...S2

chris_tiluguimaraes disse...

algum dos componentes do grupo é capixaba?